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Poesia 2778 - Deus das máquinas fotográficas

fria
fica ali
sem chamar a atenção.
dia após dia.

seus olhos sem pupila
sua boca sem hálito
seu peito sem coração.

fria
em noites congelantes.
imóvel
lar de pombos.

sempre de cabelos penteados
sempre de roupas bem passadas.
sem angústias
sem dores
sem sofrimentos.

e sem alegrias.

fria

e cinza...

Jorge de Siqueira

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