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Poesia 2246 – Exilado


Exilado.
Procurei a palavra certa
E essa me caiu como luva
A mais perfeita carapuça
Para um andarilho doente...

Exilado.
Em um país distante, estrangeiro,
Não sei falar brasileiro
Pensar, então, nem pensar.
Não sei viver por dinheiro
E sem, então, é pior.
Esperar passar o dia
O ano
O mês inteiro
Até que chegue a morte.
Ou o dia do pagamento...

Exilado.
Ninguém me conhece
Ninguém escuta o que falo.
Pior: não entendem o que sinto.
Pensam que finjo
Que minto
Ou penso que acham exagero...

Exilado.
Exagerado?
Só quem me entende
Sabe a dor que eu sinto...

Mas ninguém me entende...


(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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