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Poesia 124 – Puta que pariu!


Eu sou inofensivo,
Pode ter certeza...
Até quando falo em suicídio,
Sou um grande covarde,
Porque no lugar de eu matar você,
Eu vou dar um tiro em mim mesmo...

Não é uma merda?
Eu devia ser mais ousado, caralho!
Dar tiros em todo mundo,
Esfaquear, gritar, esbravejar,
E distribuir o meu ódio...

Acabar com esses filhos da puta
Que enchem o meu saco a todo instante
Incomodando, irritando,
Me tirando o sossego...

Essa bosta de lugar, também,
Que não é nem organizado nem bagunçado,
Uma mistura de gente feia
Que até sorrindo me faz sentir calafrios...

Quer saber?
Vai pra puta que o pariu!!!
Você, seus amigos, todo mundo,
Vai tudo pra puta que pariu...
Estou de saco cheio!

Vou deixar de ser covarde,
E, me espere, vou pegar minha arma,
E vou te visitar...
Vou beber seu sangue, seu porra!
Vou comer a sua carne crua,
Como um canibal...

Vou gritar e ser feliz,
Nem que para isso eu acabe com todo o resto do mundo...
Eu vou ser feliz nessa porra de lugar
Nem que eu vire um assassino...
Eu vou ser feliz...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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