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Poesia 85 – Caminho cerrado


Estou andando
O caminho é bonito
As sombras das árvores são acolhedoras
E, neste calor, é formidável...

Galhos de árvores tapam o sol
Mas, mesmo assim, sei que estamos de dia
Apesar da semi-escuridão.

De vez em quando aparece um animal
Uma cobra, um camaleão, um javali,
Passam na minha frente, mas não incomodam
Nem tenho medo...

Olhos, por trás dos galhos,
Sem identificação dos seus donos
Investigam meus passos, curiosos.
- Eu também não sei o destino! – grito.
Mas os olhos continuam atentos,
Meus passos interessam a eles...

Olhos verdes, castanhos, negros,
Alguns conhecidos, outros a conhecer,
Mas continuo em meu ritmo,
Não é a hora certa,
Foi isso que Você me falou...

Lá na frente tem uma luz
Mas, quanto mais eu ando,
Mais a luz se afasta.
O bem-te-vi canta
Ainda não é a hora
De chegar à luz...

Eu paro. Sento um pouco. Descanso.
Levanto-me e volto.
Vou voltar para o início...

Mas, a volta é pior,
Tem mais gente atrapalhando
Os galhos cresceram e me impedem voltar.
De repente, aparecem sombras,
Me empurram, gritam comigo...

Alguns seres de luz me indicam o caminho certo,
São pequenos desvios,
Mas o final é o mesmo...

Calcei sapatos novos,
Peguei o facão,
Vou tentar de novo,
Desta vez mais decidido.
Os galhos, cortarei;
Os olhos, ignorarei;
A escuridão não me assustará...

Porque sei que lá no final do caminho
Naquela luz que aparece
É que está
A felicidade que procuro...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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