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Poesia 56 - Baralho


Vou embaralhar, você “corta”?
Tire uma carta...

Nossa vida parece um jogo de baralho,
Mas quem está dando as cartas?
Deus, anjos, demônios...?
Espíritos do bem e do mal
Que nos manipulam conforme as suas vontades?
Bonecos, fantoches...

Às vezes me sinto assim
Manipulado pelo destino, pela vida, pelos dias...
Em todos os momentos
Planejo e não acontece, e acontece sem planejar...
Às vezes, até melhor do que eu planejava,
Quase sempre pior...

Tire uma carta!
Pode ser um ás, um sete, uma dama,
Neste jogo você nunca ganha...
Como em todos os jogos
A vida também é assim
No final você sempre perde...

A aposta é alta, a rodada é tudo ou nada,
Ela ganha,
No final ela sempre ganha...
Tudo o que você acumulou, material ou não,
De nada mais adiantará...

Você perdeu, convença-se,
Ela ganhou!!!
Quem?
Ela mesma: Dona morte...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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