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Poesia 54 - Midas falso



Como um Midas falso
Estrago tudo o que toco
Transformando sentimentos bons
Em coisas ruins...

Já perdi amizades
Amores vão embora sem razões aparentes
Familiares se afastam.
Coisas materiais se transformam em pó,
Ou evaporam-se em frente aos olhos...

Seria eu como o Rei Midas
Mas ao contrário?
Teria eu conquistado algum poder e não saiba
O poder do caos, da destruição?

Nunca poderei ter responsabilidades governamentais,
Que poderiam causar uma guerra...
Nunca poderei ser feliz com alguém que amo,
Pois a qualquer momento acabará...
Nunca poderei ficar feliz com meu emprego,
Pois serei demitido num instante qualquer...

Seria eu um Midas falso?
O Senhor da Destruição
Da minha vida...

Eu me sinto tão sozinho
Eu me sinto tão inseguro
Eu me sinto aborrecido
Por não ter certeza do futuro...

Como um Midas falso
Não sinto meus pés, não sinto minhas mãos,
Meu coração já não bate mais
Meus olhos se fecham
Meus dedos não teclam maissssssss...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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