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Poesia 36 - Sonho confuso


Tive um sonho, esta noite.
Aparecia uma mulher que adoro
Mas, distante, só fazia sinais....

Era uma coisa estranha
Me confundia a cabeça.
Sem falar uma palavra
Eu sabia o que ela queria.

A aproximação aconteceu
As palavras saíam
De sua boca.
Suaves, como de criança.
Palavras doces como mel
Tocavam no fundo do peito.

Não resisti, olhei seus olhos,
Seus cabelos, que tantas vezes acariciei.
Tudo tão perfeito
Não me canso de admirar.

Mas aí já não era você quem falava
A voz de uma, o corpo de outra...
Deitada como estavas, aproximei-me,
Beijei teus lábios...

Nossas línguas se buscaram,
Meus olhos, por instinto, fechei.
Novamente mudaste,
Outra me fez sentir amor.
O costume de teus beijos
Fizeram-me estremecer.

Acordei e pensei no sonho...
Como pode, uma serem três?
Qual eu amo, a quem dei meu coração?

Para as três,
Cada uma a seu modo,
No seu momento,
De uma forma única...

Para as palavras da menina,
Para o rosto da mulher
E para o beijo da amante...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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