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Poesia 2679 - Anjo do mal

guerra.
tiro certeiro me acertou
e derrubou...

atirei, também, eu sei
mas podia atirar mais
e melhor
mas preferia ser alvejado
mesmo sabendo que morreria ao final.

e morri.

não terei enterro.
sou um indigente nessa sociedade
e serei jogado aos vermes
sem caixão
com indignação...

agora não quero mais ressuscitar.
não.
isso dói.
mais até que morrer.
agora prefiro vagar em outras dimensões
invisível
desapercebido...

ser um ser
de asas
vermelhas
de fogo.

era assim que todos me viam.

devo ser do mal.

só faço merda...

jorge leite de siqueira


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