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Poesia 2282 – Sábado

Ligo o som
Coloco os fones
E vou andar...

Como um cego...

Não vejo nada
Nada mais
Que um caminho
Uma estrada
Puro asfalto
Cinza...

Na música me encontro
(subiu a construção como se fosse sólido)
Não me encontro na vida
Na rotina
Na falta de vida
No tédio
Na sobra de monotonia...

(bebeu e gargalhou como se fosse o próximo...)

Como um cego
Sigo
Devagar
Passo a passo
Sem destino...

Não sei para onde ir
Mas sei que volto
Sempre volto
Isso é ridículo...

Sempre volto...
(morreu na contramão atrapalhando o sábado...)

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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