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Poesia 2153 – Nome das coisas


Algumas coisas têm nomes estranhos.
Dedos.
Por que dedos?
Poderiam ser palitos, pauzinhos, estiletes,
Mas, por que dedos?
E caneta!
Por que caneta?
Por que não tinteiro?
Ou riscador?
Ou apenas risqueiro?

E as pessoas!
Cada nome estranho.
Meu nome é Jorge.
Por quê?
Por que não sou Valdir?
Por que não sou William?
Por que não sou Felipe?
Porque meu pai quis que eu fosse Jorge, eu sei.
Mas, por que Janete, Janaína e Janice?
Mas, por que João Luís e José Henrique?
Filhos de Maria ficariam melhor chamando-se Jesus...

E por que tantas línguas, tantos idiomas?
Por que caneta é pen?
Por que lápis é pencil?
Por que lápis não se chama canetil?
Por que caneta não se chama lap?

Deixa pra lá, nunca vou entender isso...



(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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