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Poesia 107 - Do jeito que eu sou


Como um rio,
Cortando a terra, abrindo seu espaço,
Enchendo com as chuvas,
Esvaziando com a seca,
Mas, sempre em frente...

Como a nuvem,
Sem destino, sem saber quando apareceu,
Mas sabendo que se vai embora,
Quando a chuva cair
Conforme seu destino,
Acabando em gotas...

Como o vento, ou a árvore,
Ou ainda como um pássaro...

Como o céu, infinito, mas presente.
Como as estrelas, a lua, o sol...

Como tudo que for concreto
Ou como um sonho
Tão real, tão perfeito,
Mas impossível de acreditar...

Como eu, ser imperfeito,
Com defeitos a perder de vista
E virtudes a contar nos dedos...

Com problemas e ilusões,
Com razões e emoções...

Como eu, ser incompleto,
Inteligente e fraco,
Belo e impaciente...

Sempre em busca,
Sem dar o primeiro passo...

Como você, mulher,
Existente e invisível,
Que faz da minha poesia o lado emocional,
Que me faz correr lágrimas,
Ao mesmo tempo em que me coloca um sorriso nos lábios...

Você que existe, e sabe disso,
Mas, vive nas sombras.
Está no crepúsculo da noite,
Escondida pelos cantos,
Abstrata, irreal, mas tão presente...

Escolhi te amar, mulher,
Não me peça explicações,
Não me pergunte quem você é,
Ou quando tudo começou...

Apenas aceite o fato
E saiba que sempre te amarei
Por que você também me ama...

Do jeito que eu sou,
Com todos os meus defeitos
Com todas as minhas virtudes...

Do jeito que sou,
Sem tirar nem pôr...

E eu te amo do jeito que você é
E você sabe disso...

Olhe a lua, olhe o mar,
Olhe tudo o que Deus nos deu.
Não procure naquilo que o homem construiu
Pois de nada adiantará.
Veja as obras de Deus...

E quando isto acontecer,
Lembre-se de mim,
E saiba que te amo
E sempre te amarei,
Por toda a eternidade
Pois a sua perfeição exige isto
A sua inocência me faz pensar assim
E saiba, que,
Sempre,
É por você que eu vivo...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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