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Poesia 89 – Domingo


Estava eu e uns amigos
Tomando umas cervejas
Coisa mais gostosa do mundo
Pra fazer num domingo
Um domingo de sol...

Papo vai, papo vem,
Bono deixa escapar:
- Sunday, bloody sunday...

A gente ri. O cara tá bêbado!
- Tá querendo falar o quê – eu pergunto -
Que tá um calorão?
E mais algumas gargalhadas...

Levanta o barbudo:
- Pois eu que não me sento
no trono de um apartamento...
- Shiii!!! – fazem todos.
Raul senta e pega seu copo.
Também, quantas vezes ele já disse isso?

O gringo, com a cabeça entre as mãos, só comenta:
- Every day is like sunday...
- Concordo, Morrissey, concordo...
Fazer o quê? É verdade...

A Cássia chega, tava com uma loira,
De parar quarteirão!
Eu conheço essa aí,
É amiga de escola, mas faz tempo que não a vejo...

O barbudo levanta:
- Ei, Al Capone, trás mais uma skol pra mim...!!!
E o pior é que o Al Capone é o garçom
Tá fazendo um bico...

- Raul, pára de beber que você tá chapado!
Raul olha pro lado,
O cara com um casal de amigos,
Abraçado aos dois, e comenta:
- Estou chapado, é verdade,
Mas eu não gosto de meninos e meninas...
E ri, gostoso, como há muito tempo não fazia...

Renato finge que nem escutou,
E grita:
- Cazuza! Paga uma skol aí, véi?
- Tô sem dinheiro... Tô sem nada! – respondeu o Cazuza.
- Quem não tem nada, não perde nada.
Falou o Nando.
Todos balançam a cabeça.

Eu olho pra mesa lá no fundo,
Onde Freud e Nietsche conversam:
- Ei, Nietsche, explica aí... – gritei.
Eles olham, dão risada e Freud fala:
- Eu já disse: nem Pink Floyd explica...
E todos caem na maior gargalhada...

Meus domingos são sempre assim:
Algumas cervejas,
Música e muita criatividade...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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