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Poesia 33 - Pesadelo


Não sei como uma transformação assim
Pôde acontecer em minha vida.
Dos sonhos, que vivia em todos os momentos
Hoje eu tenho apenas pesadelos...
Neles, você aparece... Sempre...
Me fazendo coisas que irritam
Transformando meu espírito em confusão...

E não consigo ficar feliz
Como já fui um dia...

Todos os maus sentimentos que me ensinastes
Estão aflorando pouco a pouco, a cada dia.
O ódio, eu sinto em todos os momentos,
Porque aprendi que o amor não é verdadeiro
Mas, o ódio, sim, o ódio é puro...

Aprendi a te odiar, não sei como,
E você sabe disso, sei que sabe...
É um sentimento puro, como você pediu que eu tivesse...

Tudo bem, você pediu o amor puro
Mas aprendi com o sofrimento que me fizestes
Que puro mesmo, só o ódio...
E como posso ter um amor puro?

O sol quase não aparece nos meus sonhos
As nuvens o escondem a todo o momento
Imagens negras formam-se nas nuvens
E de luz, apenas vejo raios e relâmpagos...

Riscam meu pesadelo, os relâmpagos,
E o medo do trovão me assusta.
Mas o som que eu espero jamais chega
E fica só a sensação de desespero
Tentando ouvir sua voz, mas não consigo...

De repente, seu grito ecoa,
Assustador, que me faz tremer...
Tinhas voz aveludada, macia,
Hoje gritas e machuca meu espírito...

Pesadelo, é assim que te considero,
Uma tempestade negra no meu coração.
Pingos frios de chuva que me gelam a alma,
Negros pássaros que bicam minha pele,
Águia carnívora que arranca meus olhos,
Vampiro que suga todo o meu sangue,
Maldição que tenho que carregar...

Até quando, meu Deus, até quando?

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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