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Poesia 17 - Absurdo


Os raios da chuva me queimavam a pele
- Ainda bem que passei leite condensado na pele – pensei.
Naquele dia quando eu dormi, depois de escovar os dentes
Almocei o meu pão com leite e café com manteiga.
Beijei minha mãe com a mão direita e ela sorriu me xingando
Chorei e dei um tchau gritando em voz baixa.
Na rua, quando o ônibus entrou em mim
Senti que sobrava espaço, pois ele estava lotado.
Quando cheguei, desci do ônibus cinco pontos mais tarde
Fui correndo em câmera lenta para chegar rápido
Até a areia salgada do rio, onde você me esperava de pé
Em sua cadeira de praia.
Gritaram que havia tubarão no rio mas eu gosto mesmo é de piranha
Mas em água salgada não há crocodilo
Então fiquei feliz e tranqüilo
Enquanto gritava e discutia com meu amor.
- Eu, cheguei atrasado porque o ônibus veio muito rápido.
Deixa pra lá, não adianta explicar para aquela garota
Que, de tão inteligente, formada e coisa e tal,
Não entendia uma palavra que eu estava dizendo
Telepaticamente...
E por causa disso, ela topou na hora,
Passamos o bronzeador e nos vestimos para ir ao motel.
Já era quase noite naquela manhã ensolarada
E devíamos ir rápido porque o motel só abria à tarde
E já tinha uma hora que estávamos andando.
Nos levantamos e saímos.
Lá chegando, quando faltavam ainda dois quilômetros, batemos na porta
A atendente disse que estava fechado, por isso podíamos entrar
E que, por cortesia, o preço subiria mais trinta por cento.
Ficamos felizes e resolvemos ir para o concorrente.
Foi muito boa a nossa transa pois conversamos bastante
Tiramos a roupa e voltamos para a rua, claro que pagando a conta.
Já era tarde pois havia passado alguns minutos
E resolvemos ir embora, cada um para sua casa,
Porque não podíamos chegar juntos.
Minha mãe já tinha feito a janta mas resolvemos dormir
Pois tínhamos que ir trabalhar e já estávamos atrasados.
E assim foi, cada um em um quarto, bem pertos, perna sobre perna,
Dormimos abraçados,
Enquanto almoçávamos...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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