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Poesia 2371 - Lápide



Quando eu me for
embora
não levarei nada.

Quando a hora chegar
do sono finalmente me acalmar
não deixarei nada.

Nada!
Nem casas
nem carros
nem um mínimo saldo bancário.
Nada.

Quando eu for
embora
para a cidade mágica do sono eterno
que as minhas palavras
tragam-me de volta
para aquecer
o seu coração...

Palavras.
É só o que deixarei...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

 

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