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Poesia 09 - É tanto sol e mar...


A solidão da areia da praia
O sol quente, as ondas do mar,
As gaivotas que voam e cantam
Um canto triste que invade meu coração
Trazendo recordações de tempos que se foram.

Lembrei dos seus passos ao meu lado
Seus cabelos que se esvoaçavam pelo vento
Seus olhos que marejavam conforme a luz do sol
Seus lábios que se movimentavam ao falar
Seus dentes...

Lembrei dos seus dentes que me mordiam
Causando uma dor gostosa na alma
Preenchendo de amor meu coração
Me fazendo sentir felicidade contigo
Ao meu lado...

Mas, como num conto medieval
Uma história incrível de se acreditar
Aquela areia era um precipício
E de tão cegos que andávamos não prevemos o perigo
E nossos passos nos levaram à queda
Que nos feriu demais...

Foram marcas que nunca mais cicatrizaram
Feridas abertas que não mais se fecham.

Meu coração foi cortado
Está faltando mais da metade
E está difícil curar...

Quero curar meu coração
Quero preencher os espaços que ficaram vazios
Com outros que me ajudarem,
Mas está difícil, muito difícil...

Sempre há rejeição, meu Deus,
Nenhum mais é igual ao meu...
E, sempre que pego um pedaço de coração de alguém
Tentando enxertar no lugar vazio
Acabo dando mais um pedaço do meu...

Agora aprendi a não dar todo o meu coração
Penso até em não dar nada,
Não rasgar meu coração.
Mas sempre existe alguém
Que me arranca um pedaço...
E meu coração acaba ficando mais vazio ainda
Agora com tantos pedaços
Enxertados,
Rejeitados,
E outros tantos faltando...

E, nesta areia do mar,
Novamente estou andando.
Vejo tanta gente passando
Tantos olhos, tantos cabelos,
Tantos lábios, tantos dentes,
Nenhum igual aos seus...

Mas, vou continuar procurando
E tenho certeza que vou encontrar
Porque só assim vou consertar meu coração
E meu sofrimento vai acabar...

(Autor: Jorge Leite de Siqueira)

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